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FONTE: REDE ANGOLA

 

 

 

Os professores do ensino geral cumprem a partir de hoje um segundo período de greve, de oito dias úteis, reclamando por aumentos salariais e actualização de carreiras, propostas que aguardam resposta do governo desde 2013.

A greve foi convocada pelo Sindicato dos Professores Angolanos (Sinprof) e na primeira fase, entre 5 e 7 de Abril, dezenas de escolas em Luanda fecharam portas por falta de professores, cenário que se repetiu em várias províncias, por entre denúncias dos docentes de “retaliações e intimidações”.

 Chegam informações de instituições de ensino que estão sem os professores. Os alunos da Centralidade do Sequele estão a regressar às suas casas por falta de professores. No município do Icolo e Bengo, a escola do segundo Ciclo do ensino nº 6075também está com as salas de aulas vazias.

Isabel Nekanga estuda a 7ª classe numa das intuições de ensino público no município de Cacuaco, concretamente na cidade do Sequele. A aluna lamenta o facto de a greve impedir-lhe de fazer um exame, marcado para hoje.

“Chegamos cedo para fazermos prova e não nos diziam nada.  E pelo que ouvimos podemos ficar este ano sem as aulas”, contou a aluna.

Este segundo período de paralisação, entre 25 de Abril e 5 de Maio, segue-se a novas conversações entre os professores e o Ministério da Educação, nomeadamente um encontro a 18 de Abril que o sindicato descreveu como “ineficaz”, quanto aos pontos reivindicados, como “actualização de categorias, reajuste salarial, subsídios em falta, passagem à efectividade e condições de trabalho”.

“Mantida a interrupção do processo de actualização de categorias, com mais de oito anos sem haver promoções, estes factos têm penalizado a classe e pesam negativamente na motivação dos professores nas salas de aulas”, acusa o sindicato.

O ano lectivo de 2017 no país arrancou oficialmente a 1 de Fevereiro, com quase 10 milhões de alunos nos vários níveis de ensino, decorrendo as aulas até 15 de Dezembro.

Uma terceira fase desta greve interpolada está prevista para o mês de Junho.

O Sinprof denunciou nos últimos dias alegadas “retaliações e ameaças” aos professores, sobretudo no interior do país, em consequência da primeira paralisação das aulas.

O segundo período de greve convocado pelo Sinprof arrancou hoje às 7h.