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FONTE: ANGOP

 

 

 

A empreitada, orçada em 607.342.193,00 dólares (seiscento e sete milhões, trezentos e quarenta e dois mil, cento e noventa e três dólares), terá a duração de 28 meses e compreende a actualização do plano director da cidade do Kilamba, numa área total de 17,8 quilómetros quadrado na envolvente da primeira fase, 3,8 quilómetros situados a norte e 14 quilómetros a sul.

Para a segunda fase serão intervencionados, com a elaboração deplanos de urbanização, um total de 720 hectares de área, sendo 380 a norte e 340 a sul.

O projecto visa a construção da rede viária, sistema de abastecimento de água, energia, iluminação pública, telecomunicação, sistema de águas residuais e pluviais, assim como espaços verdes.

Ao contrario da primeira fase, o Estado, enquanto promotor do investimento, irá construir as infra-estruturas, criando condições para que o sector privado adquira os lotes devidamente infra-estruturados e implemente o seu projecto imobiliário.

Assinaram o acto de consignação, António Teixeira Flor, em representação do gabinete de coordenação para as construções e desenvolvimento urbano das cidades do Kilamba,
Camama e Cacuaco, e Hu Ping, da empresa construtora CITIC Construction.

Ao intervir no acto, o ministro da Construção, Artur Fortunado, disse que esta nova visão de desenvolvimento urbano permite um menor investimento do Estado, ao mesmo tempo que alavanca e potencia o sector privado, o que beneficia o Estado com o retorno do valor do investimento aplicado nas infra-estruturas.

"É a confirmação do papel de promotor e regulador do Estado, como factor e condição de estímulo ao investimento privado, uma condição indispensável à realização dos seus propósitos que visam a satisfação das necessidades da população", frisou.

Acrescentou que o modelo a ser implementado é a reafirmação da necessidade de conjugação de esforços, entre os sectores público e privado, que atende aos pressupostos de uma economia que cresce e que contribui para a realização de acções voltadas para o
cidadão.

Sublinhou que o Estado, por si só, não seria capaz de atender a tão grande demanda.

Segundo disse, ao longo dos anos de existência de Angola independente, o Estado sempre se preocupou em proporcionar aos seus cidadãos as condições básicas de acesso a uma habitação condigna, por via de vários modelos e programas que tornaram possível, no limite das suas possibilidades, a materialização de muitos e variados projectos habitacionais.

Artur Fortunado considerou que um dos maiores e mais emblemáticos exemplos desta preocupação do Governo era encontrar formas de minimizar a carência habitacional com o qual o país se passou a confrontar, no quadro da realização da sua política social, assenta na construção das centralidades habitacionais, um modelo que incorpora a oferta de habitação, serviços e outras valências, no intuito de proporcionar o ambiente desejável que conjugava vários factores que perseguiam, acima de tudo, o fim de proporcionar condições condignas de vida aos seus ocupantes.

A centralidade de Kilamba, adiantou, cuja construção iniciou há precisamente nove anos e, outras que nasceram pelo país fora, incorpora a visão do Executivo que pretendia, naquela altura, atender às grandes necessidades de habitação que os angolanos, de uma forma geral, manifestavam.

"Esperemos que a iniciativa e o espírito empreendedor do nosso empresariado concorram para transformar, no seu devido tempo, toda esta área que consagramos para a segunda fase do projecto de construção da cidade do Kilamba", realçou.

O evento contou com a presença do governador da província de Luanda, Higino Carneiro, e do embaixador da China em Angola, Cui Aimin.