imagem via angop

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Eleições vêm com promessas para o eleitorado, infelizmente na maioria das vezes metades das promessas feitas não são cumpridas. Por vezes não há suficiente capital político para conseguir o que foi prometido, por vezes os candidatos são ingénuos e não entendem o quão perplexo é governar e o que realmente preciso para cumprir feias durante as eleições e muitas vezes os candidatos têm a necessidade de rever o que eles prometeram. Tal é o caso de Presidente Donald Trump, que disse durante as eleições que o México pagaria para construir um muro na fronteira entre o México e os Estados Unidos, mas agora mudou de tom para dizer que os contribuintes americanos pagariam pelo muro, e o México reembolsará O custo mais tarde.

Mas esse não é o caso do candidato do MPLA João Lourenço, que é um governador experiente, sabem as complexidades de liderar um país como Angola. João Lourenço tem feito promessas que soam bem, soando como o candidato que muitos esperavam para mudar o rumo do país.

Segundo a Lusa, na primeira grande manifestação política da pré-campanha eleitoral em Luanda, realizado no município do Cazenga, o candidato do MPLA disse que as massas   “O executivo do MPLA que sair das eleições de agosto vai tomar medidas no sentido de baixar os preços das infraestruturas, de baixar o preço das empreitadas”

Sem detalhar planos específicos, referiu-se apenas aos investimentos que estão a ser feitos para

aumentar a produção local de materiais de construção, travando os custos de importação, o candidato do MPLA a Presidente da República e actual ministro da Defesa Nacional traçou a necessidade de o país, a viver uma crise económica e financeira decorrente da quebra das receitas do petróleo, “reduzir consideravelmente” os preços das obras públicas.

Nomeadamente os custos de construção do quilómetro de estrada e do metro quadrado das habitações sociais, mas garantindo que será exigida qualidade aos empreiteiros.

“Não pode haver construção para a Europa e construção para Angola. Tem que haver construção. Uma estrada feita na Europa, em Angola ou noutra parte qualquer do mundo é uma estrada”, advertiu João Lourenço. 

Em paralelo, reconheceu a necessidade de o próximo executivo “incentivar a cultura da manutenção dos bens públicos”, acabando com a “cultura do descartável”, como até agora.

“O ‘boom’ do petróleo, a abundância e os bons preços do petróleo, durante muitos anos, criaram-nos maus hábitos, e temos de ser honestos a reconhecer que assim foi. Nós esquecemo-nos, de uma forma geral, da manutenção dos bens públicos. Mais facilmente gastamos milhões a construir infraestruturas caríssimas, do que gastamos algumas dezenas ou centenas de dólares a fazer a manutenção desses equipamentos”, observou.

João Lourenço insistiu na necessidade de fazer a “educação” do povo, promovendo o “resgate dos valores morais e éticos”, perdidos durante os quase 30 anos de conflito armado que o país viveu, até 2002.

Um dos mais sérios avisos feitos por João Lourenço foi para os traficantes de droga, aos quais prometeu uma "guerra sem tréguas", porque estão "a matar a juventude de angola" e, por isso, são "uma raça para extinguir no mundo", sublinhando eu tudo será feito no estrito cumprimento da lei.

Até porque João Lourenço fez questão de enfatizar que não quer substituir o Presidente filipino, Rodrigo Duterte, que deu carta branca às autoridades filipinas para matarem os traficantes e os consumidores de drogas.

Disse, alias, que os consumidores são vítimas dos traficantes e devem ser ajudados a libertarem-se do vício, apoiando o estado os centros de reabilitação e das igrejas que estão voluntariamente a fazer esse trabalho.

"Mas aos traficantes vamos mover uma guerra sem tréguas, não chegaremos ao extremo do presidente das filipinas, mas, na base da lei, eles vão sentir a mão dura da lei e da ordem, porque devem (os traficantes) ser extintos da face da terra", disse, num claro aviso à navegação dirigido aos que se dedicam ao tráfico de drogas.

O candidato do MPLA disse ainda que o país precisa de reaver os princípios morais, éticos e sociais que foram perdidos ao longo dos anos, nomeadamente por causa da guerra.

Embora João Lourenço tenha pontos bons, não pode esquecer que não é apenas as drogas que estão a matar a juventude Angolana, mas também uma taxa de desemprego alta, saúde precária, salários baixos, alcoolismo e outros males. Estamos ansiosos para ouvir como João Lourenço e os outros candidatos pretendem lidaram com esses problemas com planos concretos.