Jéssica Pitbull esteve no Zap News Quarta Feira pedindo desculpas, chorando pelo o perdão da sociedade e da OMA, pelo o que ela disse durante o Show emViana. Mas será que a Jéssica deve se desculpar?

Em um país onde a constituição garante às pessoas a liberdade de expressão por que razão estamos a condenar e a humilhar a Kudurista? O maior problema aqui é a sociedade em que a artista vive, infelizmente Angola, é uma sociedade altamente patriarcal e machista que trata as mulheres de maneira diferente dos homem. As nossas liberdades de expressão não podem ser condicionadas aos sentimentos dos povos, isto é, se não fores uma mulher. Angola é um país falsamente conservadora e inconsistente.

So saio daqui com uma hoe.jpg

Se tivermos que censurar artistas por causa da sua música ou pela as coisas ofensivas que dizem, temos que censurar cerca de 70% de rappers e kuduristas. Os rappers constantemente ofendem as nossas irmãs, filhas, sobrinhas, primas chamando-lhes de bitches, hoes, whore e até falando dos órgão sexuais delas com a palavra pussy, mas não há indignação pelo público ou pela OMA porquê será ? Será que é porque as palavras são usadas são em inglês? Mas será que faz a mínima diferença se soubemos qual é o significado das palavras? Se não sabe, deixe-me traduzir para provar o meu argumento (bitch = p # * a, hoe = p # * a, ramera, whore = bitch pussy = c # * a) agora imaginas quantas músicas  já cantaste com essas palavras, quantas vezes tocaste no carro uma mulher chegada ti?

 

Recentemente, Naice Zulu ofendeu a falecida mãe do Rapper NGA, usando a mesma palavra que Jéssica usou com a intenção de ofender o NGA, como se não basta-se ainda deu-se o luxo de ir há uma turnê pela mídia explicando que ele não foi expulso do palco pelos os fãs da Força Suprema. Onde estava a OMA? Onde estava a indignação da sociedade? A resposta é simples não havia indignação talvez a crise no país, ha escassez de indignação quando são homens a serem ofensivos,deve ser bom ser homem em Angola!  A Kudurista não ofendeu ninguém, apenas quis dizer aos seus fãs que ela trata da sua sensualidade e o seu feminilidade e o seu lado  sexy para os fãs, sendo ela do musseque, Pitbull apenas usou linguagem coloquial. Se não vamos ser consistentes a criticar homens ou rappers quando disserem uma coisa ofensiva, não se ofenderam quando Jéssica ou uma outra mulher se fizer o mesmo. Então Mana Jéssica, limpa as suas lágrimas não deixa a sociedade transformá-la de uma Pitbull para uma pequena chihuahua tímida que nem combina contigo.

Agora que mana Jéssica murchou não pode mais ser agressiva e dizer come a carne e papa o osso, falar em voz alta que afugenta caniches, porque ela passou de pitbull para caniche.

A única coisa errada que Jéssica fez é de ter nascido uma mulher numa a sociedade patriarcal que subjuga a mulher. Ela é livre de se expressar como bem entende, desde que ela não prejudique ninguém, ou cause dano físico a alguém, esse direito é garantido por lei e não garantido pela falsa moral da sociedade. É triste que uma organização criada para defender os direitos da mulher como a OMA, opta por crucifica-la e ajudar a sociedade subjugar a mulher, silenciar a voz da Jéssica é um atentado a liberdade de expressão das mulheres em Angola. O momento em que a artista realmente devia ser uma Pitbull, era esse, onde ela podia desafiar as normas que subjugam as mulheres, ela podia ser a imagem de um movimento forte, infelizmente Jéssica e pessoal da Guetto Produções não tiverambetacaroteno suficiente olhar para alem dessas aguas turvas, ver o impacto maior que poder ter,  jogaram fora talvez o momento que poderia ser ponto, mas alto da carreira da Kudurista.

OMA tem coisas mais importantes para se preocupar do que com uma Kudurista, ela não ofendeu ninguém. Porquê que a OMA não se preocupa com o facto de que em 2014 oito em cada 10 mulheres em Angola foi vítima de violência doméstica, segundo o relatório do Índice de Género e Instituições Sociais da OCDE. Segundo o mesmo relatório Angola ficou na 57.ª posição da tabela geral, registando também elevados níveis de discriminação no poder de decisão das mulheres dentro da família, no acesso a bens e recursos e na participação social e política.

Segundo a Angop, houve 16 mil casos  de violência domestica em 2015 77% denunciado por mulheres. A OMA tem alguma politica seria ou iniciativas concretas para reverter o esse quadro? Segundo essas estáticas não seria uma hipérbole concluir que mulheres dentro da OMA são vítimas de violência. Então deixem a Jovem Kudurista em paz e preocupem com coisas importantes.

 
 

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